quinta-feira, 2 de maio de 2013

No escritório

Café da manhã bem preparado é o melhor jeito  para começar o dia com o pé direito. Por melhor que seja o ritual de início do dia é inevitável o encontro com um cafezinho de garrafa térmica, um café reciclado (quando o mesmo pó é coado repetidas vezes para economizar nas despesas). Enfim, são muitas heresias cometidas com essa sagrada bebida.
Café é o ouro preto original, expressão adotada pela indústria petrolífera no século XX. Além do apelido ambos são combustíveis da sociedade moderna, um para os meios de transporte enquanto o outro alimenta a mente de milhões de trabalhadores diariamente. Seria difícil aguentar uma jornada de trabalho sem uma relaxante pausa para uma prosa e um cafezinho. O café é um mal necessário para a nossa classe proletária, sem ele não seríamos capazes calçar os sapatos de manhã, seria inviável manternos acordados em certas reuniões, e muito menos redigir um relatório no fim do dia. Nessas situações tomamos café simplesmente pelo efeito energético da cafeína, pois na situação econômica global empresas e sindicatos não estão preocupados em exigir um café de alta qualidade para a classe proletária, uma máquina de café decente que seja sempre capaz de fornecer um café fresquinho quando mais precisamos. Quem sabe na próxima revolução industrial...

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