quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Rubaiyat Faria Lima

Para começar o ano em grande estilo, vamos começar com uma casa que é autoridade quando o assunto é carne. Infelizmente o mesmo não vale quando mudamos o assunto para café. Não vamos entrar no debate da história do restaurante, influência na melhora das carnes oferecidas pela concorrência nem na qualidade da comida oferecida.
Quando me sentei a mesa e o couvert foi servido, já fiquei maravilhado com o chorizo espanhol servido recém fatiado, o pão fresquinho ainda quente e os tradicionais pães de queijo da casa. A carne veio do jeito que eu gosto, pouco antes do ponto, acompanhada das históricas batatas soufle deles (que na minha opinião deveriam ser declaradas patrimônio da humanidade pela UNESCO).
Agora chegou a hora da verdade. O cafezinho e a conta. Quando chegou o cafezinho tradicional, na taça da Nespresso, vi todo o esforço daquela refeição ir em vão. No duelo das hamburguerias foi o Nespresso que ganhou, mas uma hamburgueria não tem muito comprometimento gastronômico, então não existe essa expectativa com técnicas de preparo e outras coisas. Mas quando um restaurante comprometido com qualidade, com sua história e que é uma referência na cidade, começa a servir café em cápsulas (parece coisa de astronauta) me pergunto: "Quando eles vão começar a servir comida de microondas?".