terça-feira, 14 de maio de 2013

Outback

Depois de muito tempo sem ir nesse restaurante que proporcionou tanta alegria nos tempos de colegial e faculdade, estava com saudades do gosto de churrasco artificial banhado a molho barbecue. Por isso pensei: "Nada melhor que chegar de viajem e jantar no Outback."
Para minha surpresa cheguei e não havia a costumeira fila de 1h de espera e nos incaminharam direto à mesa. Quando sentamos começou a decepção. A demora no atendimento não se justificava, pois ainda não era hora do rush. Mas sem problemas, pensando não ser algo fundamental para um local que prima pela qualidade e consistência dos pratos, do mesmo jeito que uma criança acha que os pais são apenas os mensageiros do Papai Noel, pois o pobre velhinho não consegue viajar o mundo em uma noite mesmo com os diferentes horários.... enfim.
Quando finalmente pedimos o prato, este foi entregue em menos de 5 minutos! Finalmente iria matar a saudades daquela costelinha que derrete na boca, que pode ser fatiada até com uma faca de manteiga, e o molho BBQ doce... Só que hoje não. A costela estava dura, a batata fria, e ainda bem a faca não era de manteiga. Prontamente a gerente se propôs a trocar, mas foi em vão. Depois dessa decepção, tinha visto algumas xícaras Illy passando e por se tratar de um dos melhores cafés do mundo (quando bem feito) resolvi pedir um mesmo com todos os sinais apontando para sair dali o mais rápido possível.
Como era de se esperar, o espresso curto estava quase transbordando da xícara, com uma aparência de café coado... nem foi preciso experimentar. Vai levar mais um bom tempo para voltar lá.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

No escritório

Café da manhã bem preparado é o melhor jeito  para começar o dia com o pé direito. Por melhor que seja o ritual de início do dia é inevitável o encontro com um cafezinho de garrafa térmica, um café reciclado (quando o mesmo pó é coado repetidas vezes para economizar nas despesas). Enfim, são muitas heresias cometidas com essa sagrada bebida.
Café é o ouro preto original, expressão adotada pela indústria petrolífera no século XX. Além do apelido ambos são combustíveis da sociedade moderna, um para os meios de transporte enquanto o outro alimenta a mente de milhões de trabalhadores diariamente. Seria difícil aguentar uma jornada de trabalho sem uma relaxante pausa para uma prosa e um cafezinho. O café é um mal necessário para a nossa classe proletária, sem ele não seríamos capazes calçar os sapatos de manhã, seria inviável manternos acordados em certas reuniões, e muito menos redigir um relatório no fim do dia. Nessas situações tomamos café simplesmente pelo efeito energético da cafeína, pois na situação econômica global empresas e sindicatos não estão preocupados em exigir um café de alta qualidade para a classe proletária, uma máquina de café decente que seja sempre capaz de fornecer um café fresquinho quando mais precisamos. Quem sabe na próxima revolução industrial...